Na série de trabalhos conhecidos como projection pieces, James Turrell (1943) faz uso de recursos tecnológicos para construir um objeto de luz. Nos deixamos iludir e aceitamos que a luz se faz presente e constitui o corpo do objeto. Encantados, ficamos ali um determinado tempo, olhando, imóveis, buscando entender onde começa e onde termina aquele objeto no espaço, mas ele é apenas luz.
A luz intensa, por meio do deslumbramento, anula a visibilidade dos cantos da parede e gera uma confusão em relação à profundidade. Sabemos onde começa e onde termina o canto da sala, mas sob a luz forte os limites desaparecem frente ao nosso olhar. A continuidade que se espera some e no seu lugar surge uma outra profundidade construída pela luz.
"A interpretação dada a este intrigante fenômeno é a de algo realmente presente em forma sólida, recortado em canto vivo (sharp edge), num material desconhecido, pairando em frente à parede, interpretação esta só desfeita com a aproxi-mação do lugar da projeção, quando se reconhece a projeção plana de luz, diretamente na parede. ...
... Na realidade, elas criam uma forma sem forma, um espaço enganoso, que está no espaço do percebedor e, ao mes-mo tempo, parece recortar um outro, onde se pode mergulhar indefinidamente e, quando se faz isto, entrando no foco lumino-so, o espaço desaparece, só restando a luz. ( BARROS, P.105)"

A luz, elemento que você, Cecília Bona, traz, tão gentilmente, como objeto arte, também, é muito considerada por um agrupamento de pessoas do oriente,_ já há muito tempo _, como alimento também.
ResponderExcluirPortanto a luz vem, a cada momento, agregando valor ,em sua apresentação, da mais variada colocação, da mais variada "forma".
A luz, também, traz, em sua apresentação, a questão do transcendental,
O transcendental é outro tópico a explorar, uma vez que faz parte do humano que até a pouco tempo, segundo a psicologia, ia até ao humanismo de Carl Rogers e em seguida para a transpessoal. de Abraham Maslow .
Quero dizer, com isso, que estamos saindo de um universo predominantemente humanista, transpessoal para o transcendental.
Onde a luz, que tem a ver com a questão de tomada de consciência, de cada um de nós, no quesito realidade que nos circunda: _ Como devo agir melhor para contribuir.! O que significa gerar muita produção de luz, muita luz!
Abraço a todos.
Vânia Junqueira